quarta-feira, 13 de julho de 2011

Linguagem egocêntrica na escola

Estudar o desenvolvimento humano ajuda de certa forma compreender como se da a construção do conhecimento de nossos alunos.

Há um processo da fala social para a fala interna, ou seja, é como um microprocessador com perguntas e respostas dentro de nós mesmos, que estaria bem próximo ao pensamento, representa a transição da função comunicativa para a função intelectual. Nesta transição, surge a chamada fala egocêntrica. Trata-se da fala que a criança emite para si mesmo, em voz baixa, enquanto está concentrado em alguma atividade. Esta fala, além de acompanhar a atividade infantil, é um instrumento para planejar a resolução de uma tarefa durante uma determinada atividade na qual esta criança está entretida.

A fala egocêntrica é uma linguagem para a pessoa mesma, e não uma linguagem social, onde a pessoa interage com outra pessoa. Quando a criança fala sozinha, ela organiza e planeja melhor as idéias e suas ações. É como se a criança precisasse falar para resolver um problema que, nós adultos, resolveríamos apenas raciocinando.

Para Vygotsky o fato é que por volta dos dois anos de idade, o desenvolvimento do pensamento e da linguagem se juntam, criando uma nova forma de comportamento. Trazendo para o âmbito escolar, quando um grupo de alunos estão falando alto sozinho, tente atrair a atenção deles para o que está sendo estudado, sendo criativos na elaboração de temas que torne a aula mais interessante.

Os temas escolhidos trás pontos que vem desde as fases iniciais da criança até sua adolescência. São pontos de suma importância no desenvolvimento e com aspectos que ocorrem concomitantemente e que estão ligados em todos os níveis.

Como professor quando se fala em desenvolvimento, fala-se no potencial que aquele aluno possa atingir. Daquilo que a criança já traz consigo e do que se pode transformar, em relação a habilidades e competência, que são talentos que lhes proporcionarão um ótimo futuro. O desejo de todos os pais, é que seus filhos possam progredir o máximo e se tornem adultos bem sucedidos com um nível intelectual que possa competir com o mercado de trabalho sem dificuldades nenhuma. E são dos professores e tutores a inteira responsabilidade de auxiliá-los nesse processo de transição.

Fonte: Barbato, Silviane. (2006). Processos de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita nas salas de inclusão de crianças de seis anos no ensino fundamental de nove anos (CNPq).Berk, Laura. (1994). Why children talk to themselves? Scientific American, Nov: 78-93.Berk, Laura. (2006). Child development. Boston: Pearson.

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