quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Benefício da Tecnologia de Informação na Vida das Pessoas

Fui instrutor de Informática durante 12 anos. Optei por ensinar porque quando você ensina também aprender na mesma proporção em que compartilha seu conhecimento. E compartilhar seu conhecimento, é fazer novos amigos a cada dia, é ajudar as pessoas a conquistarem objetivos, é envelhecer ao lado de pessoas jovens. Sou professor porque acredito que uma pessoa pode mudar sua vida através do conhecimento, porque é motivador ver o brilho do entendimento no olhar de uma pessoa. Sou professor porque gosto de ensinar e de aprender, gosto de estudar, gosto de me superar. Sou professor porque não gosto de rotina, porque gosto de pesquisa, porque quero me superar todos os dias.

Um dia me perguntaram qual seria o meu maior medo, então respondi: “Seria pavoroso ser engolido pela tecnologia”. Agora imagine se algum dia toda instrução for substituída por máquinas, ou se perdêssemos nossos lugares porque as pessoas seriam capazes de comprar conhecimento em um estabelecimento qualquer. Seria algo do tipo, “Me vê uma dose de capacitação em linguagem de programação C, por favor!”. Mas em um futuro próximo vamos poder implantar chips onde vão poder armazenar certas cargas de conhecimentos. Talvez nada disso aconteça e continuemos assim professores pelo resto de nossas vidas. Mas só o fato de termos transmitido um pouco do aprendemos é satisfatório e prazeroso.

 A tecnologia da informação hoje faz parte de tudo que vivemos e é muito mais fácil ter resolver qualquer tarefa com tantos recursos disponíveis. O ensino a distância também foi um desses recursos que veio beneficiar muitos alunos que moram longe de uma Universidade. É uma valiosa ferramenta que vai ajudar na formação superior de muitos alunos.

Linguagem egocêntrica na escola

Estudar o desenvolvimento humano ajuda de certa forma compreender como se da a construção do conhecimento de nossos alunos.

Há um processo da fala social para a fala interna, ou seja, é como um microprocessador com perguntas e respostas dentro de nós mesmos, que estaria bem próximo ao pensamento, representa a transição da função comunicativa para a função intelectual. Nesta transição, surge a chamada fala egocêntrica. Trata-se da fala que a criança emite para si mesmo, em voz baixa, enquanto está concentrado em alguma atividade. Esta fala, além de acompanhar a atividade infantil, é um instrumento para planejar a resolução de uma tarefa durante uma determinada atividade na qual esta criança está entretida.

A fala egocêntrica é uma linguagem para a pessoa mesma, e não uma linguagem social, onde a pessoa interage com outra pessoa. Quando a criança fala sozinha, ela organiza e planeja melhor as idéias e suas ações. É como se a criança precisasse falar para resolver um problema que, nós adultos, resolveríamos apenas raciocinando.

Para Vygotsky o fato é que por volta dos dois anos de idade, o desenvolvimento do pensamento e da linguagem se juntam, criando uma nova forma de comportamento. Trazendo para o âmbito escolar, quando um grupo de alunos estão falando alto sozinho, tente atrair a atenção deles para o que está sendo estudado, sendo criativos na elaboração de temas que torne a aula mais interessante.

Os temas escolhidos trás pontos que vem desde as fases iniciais da criança até sua adolescência. São pontos de suma importância no desenvolvimento e com aspectos que ocorrem concomitantemente e que estão ligados em todos os níveis.

Como professor quando se fala em desenvolvimento, fala-se no potencial que aquele aluno possa atingir. Daquilo que a criança já traz consigo e do que se pode transformar, em relação a habilidades e competência, que são talentos que lhes proporcionarão um ótimo futuro. O desejo de todos os pais, é que seus filhos possam progredir o máximo e se tornem adultos bem sucedidos com um nível intelectual que possa competir com o mercado de trabalho sem dificuldades nenhuma. E são dos professores e tutores a inteira responsabilidade de auxiliá-los nesse processo de transição.

Fonte: Barbato, Silviane. (2006). Processos de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita nas salas de inclusão de crianças de seis anos no ensino fundamental de nove anos (CNPq).Berk, Laura. (1994). Why children talk to themselves? Scientific American, Nov: 78-93.Berk, Laura. (2006). Child development. Boston: Pearson.

Zona de desenvolvimento proximal

Vygotsky desenvolveu várias teorias, demonstrando a importância da integração social, como fonte do conhecimento. Algumas teorias se baseiam na interação do indivíduo com o meio social, onde, ele pode avançar além de seu desenvolvimento atual, até certo ponto, com a ajuda de outros indivíduos.

Vygotsky denominou a capacidade de realizar tarefas de forma independente de nível de desenvolvimento real, que determina até onde a criança já chegou, ou seja, as etapas já conquistadas pela criança.

No entanto, a criança poderá ir um pouco mais além, ou seja, desempenhar tarefas em nível mais avançado com a ajuda de adultos ou de companheiros com maior capacidades. Contudo, não é qualquer criança que pode, com a ajuda de outros, realizar qualquer tarefa. A capacidade de realizar determinada tarefa com a ajuda de outros ocorrerá dentro de um certo nível de desenvolvimento, não antes. Por exemplo: "Uma criança de cinco anos pode ser capaz de construir uma torre de cubos sozinha; uma de três anos não consegue construí-la sozinha, mas pode conseguir com a assistência de alguém; uma criança de um ano não conseguiria realizar essa tarefa, nem mesmo com ajuda. Uma criança que ainda não sabe andar sozinha só vai conseguir andar com a ajuda de um adulto que a segure pelas mãos a partir de um determinado nível de desenvolvimento. Aos três meses de idade, por exemplo, ela não é capaz de andar nem com ajuda."

É a partir desses dois níveis de desenvolvimento, o real e potencial que Vygotsky define a zona de desenvolvimento proximal: "Ela é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com pessoas com maior capacidade".

Zona de Desenvolvimento Proximal nada mais é que a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através de resolução de problemas com a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro. Quer dizer, que as informações que a pessoa tem potencial para aprender, mas ainda não completou o processo, conhecimentos fora de seu alcance atual, mas que podem ser atingíveis com um auxilio e em curto prazo.

Este ponto de vista está relacionado com a avaliação do desenvolvimento do aprendizado, sendo o professor o principal mediador e responsável no desenvolvimento do aluno. Ao ponto que nesse curto espaço de tempo, é que vai ocorrer toda interação entre professor-aluno, sendo o professor o elo para atingir os mais altos níveis e que esse aluno progrida em seu intelecto.

Fonte:Barbato, Silviane. (2006). Processos de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita nas salas de inclusão de crianças de seis anos no ensino fundamental de nove anos (CNPq).Berk, Laura. (1994). Why children talk to themselves? Scientific American, Nov: 78-93.Berk, Laura. (2006). Child development. Boston: Pearson.

A relação desenvolvimento-aprendizagem e comunicação nos primeiros anos de vida

Os estudos sobre a Teoria Construtivista começaram com Piaget, que foi um biólogo com preocupações em relação a Teoria do Conhecimento. Depois de algum tempo de pesquisas, Piaget entende ser praticamente impossível remontar desde os primórdios da humanidade e compreender qual foi o processo de desenvolvimento cognitivo desde o homem primitivo até os dias atuais, voltando-se então para o desenvolvimento da espécie humana, do nascimento até a idade adulta.

Segundo Piaget, o conhecimento não pode ser concebido como algo predeterminado desde o nascimento, nem como resultado do simples registro de percepções e informações. Resulta das ações e interações do sujeito com o ambiente onde vive. Todo o conhecimento é uma construção que vai sendo elaborados desde a infância, através de interações do sujeito com os objetos que procura conhecer, seja eles do mundo físico ou cultural. No entanto o conhecimento resulta de uma inter-relação entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido.

São muitas as diferenças entre Piaget e Vygotsky, no entanto eles partilham de pontos de vista semelhantes. Ambos entenderam o conhecimento como adaptação e como construção individual. Discordaram quanto ao processo de construção, ambos viram o desenvolvimento e aprendizagem da criança como participativa, não ocorrendo de maneira automática. Estavam preocupados com o desenvolvimento intelectual, porém cada um começou e perseguiu por diferentes questões e problemas. Enquanto Piaget estava interessado em como o conhecimento é construído, e com isso, a teoria é um acontecimento da invenção ou construção que ocorre na mente do indivíduo, Vygotsky estava interessado na questão de como os fatores sociais e culturais influenciam o desenvolvimento intelectual.

Nos primeiros anos de vida os processos cognitivos vão se tornando construtivos e se transformando, na relação entre o bebê e o cuidador, de acordo com as condições de socialização. E na escola também a atenção partilhada para determinados assuntos, vai depender da motivação e da construção desse interesse entre os interlocutores. A interação entre cuidador e bebê não ocorrem em alternância e sim em fazer repetidamente criando expectativas de continuidades.

Na escola a forma como são elaboradas e aplicadas as atividades, não só vão construindo mas também motivam estimulando a criança a um maior interesse nas disciplinas. O ato de ensinar esta relacionado em ter bom conhecimento e domínio do que esta ensinando e a possibilidade de criar meios para passar esse conhecimento.

Fonte:Barbato, Silviane. (2006). Processos de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita nas salas de inclusão de crianças de seis anos no ensino fundamental de nove anos (CNPq).Berk, Laura. (1994). Why children talk to themselves? Scientific American, Nov: 78-93.Berk, Laura. (2006). Child development. Boston: Pearson.

As Novas Tecnologias

A nova tecnologia vem avançando rapidamente e aos poucos tudo vão se adequando. Na medida em que os recursos tecnológicos inova o ambiente de aprendizagem, enriquece a interação entre os estudantes e aumenta a busca pelo conhecimento.
A implantação das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação nas escolas, o acesso a Internet entra como mais uma fonte de pesquisas, trocas de informações, comunicação e interação no processo de aprendizagem.
“A escola, como um espaço privilegiado para a apropriação e construção de conhecimento, tem como papel fundamental instrumentalizar seus estudantes e professores...” (NEVADO,1999).

Identidade Docente

Sou Aniuzo Magalhães, tenho 34 anos, sou Professor. A tecnologia da Informação muito tem contribuído para o ensino. Como professor creio que no decorrer dos tempos, as tecnologias utilizadas pelos educadores como: quadro-negro, giz e livros didáticos já não são mais vistas como tecnologias educativas, pois limitam o acesso às informações não suprindo as necessidades dos estudantes e professores. Essas tecnologias ainda são usadas e serão por muito tempo, mas nem por isso podemos fechar os olhos para as novas Tecnologias da Informação e Comunicação que estão presentes em nosso meio social.